Mauá sofre com falta de limpeza nas escolas da cidade

Por Portal Opinião Pública 25/02/2019 - 11:49 hs
Foto: Denis Maciel / DGABC

 

Desde o dia 14 de fevereiro, os professores, diretores e funcionários de apoio têm se dedicado a fazer também a limpeza e higienização das escolas em Mauá, já que a empresa que fazia a limpeza e manutenção das unidades deixou de prestar o serviço, pois teve o contrato suspenso judicialmente. Em alguns casos, são realizados mutirões aos fins de semana com a ajuda de pais e familiares.

A Demax Serviços e Comércio Ltda foi contratada por meio de licitação em 2013 e o convênio foi aditado oito vezes. De acordo com o Portal da Transparência, a administração deve R$ 639.874,64.

A empresa é um dos alvos da Operação “Trato Feito”, desencadeada pela Polícia Federal em dezembro de 2018 e que investiga o recebimento de propina e pagamento de mensalinho pelo prefeito Atila Jacomussi (PSB) a 21 vereadores e um suplente. Atila chegou a ser preso em 13 de dezembro, mas já foi solto pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, e responde a dois processos de impeachment na Câmara Municipal.

Sem os funcionários que fazem a limpeza diária das unidades, as equipes da comunidade escolar têm se revezado para manter a higiene em escolas e creches que atendem crianças de zero a 6 anos.

Algumas das escolas que estão sofrendo com a situação são a EM Alice Jacomussi, no Jardim Araguaia, A EM Guilherme Primo Vidotto, no Jardim Olinda, a EM Chico Mendes, no Jardim Flórida, a EM José Rezende da Silva, no Parque São Vicente e a EM Rosa Maria Martins dos Santos, no Jardim Sonia Maria.

Além da situação de caos político, Mauá também passa por momento econômico tenso – a vice-prefeita e então prefeita interina chegou a decretar em 6 de julho estado de calamidade financeira.

Mães de alunos estão indignadas com a situação 

O sentimento entre as mães dos alunos da rede municipal de Mauá é de indignação. “Sabemos que não é culpa da equipe, que professores e diretores estão fazendo o seu melhor, mas a Prefeitura não podia deixar a situação chegar a esse ponto”, reclamou a dona de casa Vanessa de Assis.

Junto com cerca de 200 crianças, o filho de Vanessa foi transferido da EM Geovane Oliveira Lacerda Costa, no Parque das Américas, para a Fiec (Fábrica Integrada de Educação e Cultura), no mesmo bairro. A transferência ocorreu devido a problemas estruturais na creche.